
Quando a morte chegar, quero uma estima fria para cada ano vivido, se é que se deve assim dizer, para que a saudade não majore a verdade em boa fama
Quando a morte chegar, quero as cores mais vistosas em minha memória, pendendo e saindo da rocha, correndo a terra e crescendo como setas, livres, loucas, como se a nada sem vida guardassem, porque talvez assim, eu não as desdenhe como hoje, ainda em vida, minha pobreza de espirito assim comete
Quando a morte chegar, quero as dores de dois terços daqueles que estimo, mas que seja porem de tudo não breve, para que os de minha vã simpatia notem, despertem, abusem dos tempos de contentamento que teriam caso a minha ausência fosse tão constante quanto meu espírito certamente não o é
Quando a morte chegar, agridam-me. Quando a morte chegar, maldigam-me. Quando a morte chegar, odeiem-me. Quando a morte chegar, abusem-me , pisem-me e arrastem-me até o fim, pois o insulto da terra, é duro páreo mesmo ao mais sentido luto.
Kazalidh
oie pode linkar meu blog sem problemas ;)
ResponderExcluirse quiser, eu linko o seu tb... ^^